Custos e Despesas

13º salário: como calcular, prazos e provisão

Cálculo, prazos de novembro e dezembro e provisão mensal.

13º salário: como calcular, prazos e provisão
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O 13º salário é a gratificação que o empregador paga ao trabalhador com carteira assinada no fim do ano, equivalente a 1/12 da remuneração por mês trabalhado. Ele é pago em duas parcelas: a primeira até 30 de novembro, sem descontos, e a segunda até 20 de dezembro, com os descontos de INSS e Imposto de Renda. Para a pequena empresa, o 13º é um dos maiores desembolsos do ano e costuma apertar o caixa justamente em um período de compras para o Natal. Este guia mostra como calcular, como provisionar mês a mês e como esse custo entra no valor real de um funcionário.

Quem tem direito

13º salário: como calcular, prazos e provisão
  • Empregados com carteira assinada, inclusive domésticos.
  • Quem trabalhou pelo menos 15 dias em um mês ganha 1/12 referente àquele mês.
  • Em caso de demissão sem justa causa, o 13º proporcional é pago na rescisão.

Autônomos, prestadores de serviço e MEIs contratados como PJ não têm direito ao 13º. Veja CLT ou PJ.

Como calcular

13º proporcional

13º = salário ÷ 12 × meses trabalhados (com 15 dias ou mais)

Funcionário com salário de R$ 2.400 contratado em março: trabalhou 10 meses no ano. 13º = 2.400 ÷ 12 × 10 = R$ 2.000.

Comissões, horas extras habituais e adicionais (noturno, insalubridade) entram na base de cálculo pela média do período. Na dúvida, confira com o contador.

As duas parcelas

13º salário: como calcular, prazos e provisão As duas parcelas
ParcelaPrazoValor
1ª parcelaAté 30 de novembroMetade do 13º, sem descontos
2ª parcelaAté 20 de dezembroRestante, com desconto de INSS e IR sobre o valor total do 13º
Exemplo com salário de R$ 2.400 e ano completo

13º integral: R$ 2.400. 1ª parcela: R$ 1.200. Na 2ª parcela, descontam-se o INSS do empregado calculado sobre os R$ 2.400 (e o IR, se houver); o funcionário recebe R$ 1.200 menos esses descontos. Além do que paga ao funcionário, a empresa recolhe o FGTS sobre o 13º e, conforme o regime tributário, a contribuição patronal ao INSS. Veja FGTS.

Provisão mensal: o segredo para não apertar o caixa

O 13º é um custo que se forma ao longo do ano, um doze avos por mês. Separar esse valor todo mês evita a surpresa de novembro.

Quanto guardar por mês

Folha de 4 funcionários com salário médio de R$ 2.200: folha de R$ 8.800. Provisão do 13º: 8.800 ÷ 12 = R$ 733 por mês, mais o FGTS de 8% sobre esse valor (R$ 59) e, se for o caso, encargos patronais. Somando as férias com o terço constitucional, a provisão mensal total fica perto de 20% da folha.

Guarde a provisão em uma aplicação separada da conta do dia a dia. Veja reserva de caixa.

O 13º no custo do funcionário

Quem calcula o custo de um empregado só pelo salário subestima a despesa. O 13º, as férias com 1/3, o FGTS e os encargos fazem o custo real ser bem maior que o salário. Veja o cálculo completo em quanto custa um funcionário.

Prazos e penalidades

Pagar fora do prazo pode gerar multa administrativa. Programe o pagamento no calendário financeiro e evite deixar a 2ª parcela para o último dia: é também quando muitas empresas pagam fornecedores de fim de ano.

Erros comuns

  • Esquecer de provisionar e precisar de empréstimo caro em novembro.
  • Calcular sem a média de horas extras e comissões.
  • Descontar INSS na primeira parcela.
  • Não pagar o 13º proporcional na rescisão.

Exemplo com média de horas extras

Salário de R$ 2.400 e média de R$ 300 de horas extras

A base do 13º é R$ 2.400 + R$ 300 = R$ 2.700. Primeira parcela, até 30 de novembro: metade, R$ 1.350, sem descontos. Segunda parcela, até 20 de dezembro: R$ 1.350 menos INSS e IRRF calculados sobre o valor integral de R$ 2.700, conforme as tabelas vigentes. A empresa também deposita 8% de FGTS sobre cada parcela.

Como provisionar ao longo do ano

Separe todo mês 1/12 do salário de cada funcionário, mais os encargos sobre esse valor. Assim, em novembro e dezembro, o dinheiro já está reservado e o caixa não sofre. Uma conta bancária separada para provisões trabalhistas ajuda a não usar esse dinheiro em outras despesas. Veja fluxo de caixa projetado.

13º proporcional

  • Funcionário admitido durante o ano recebe 1/12 por mês trabalhado.
  • Conta como mês trabalhado a fração igual ou superior a 15 dias.
  • Na demissão sem justa causa, o 13º proporcional entra nas verbas rescisórias.
  • Na demissão por justa causa, o 13º proporcional não é devido.

Resumo

O 13º é pago em duas parcelas, até 30 de novembro e até 20 de dezembro, com base no salário de dezembro mais médias de variáveis. Provisione 1/12 por mês, inclua o FGTS e os encargos e calcule o proporcional para quem entrou ou saiu durante o ano.

Perguntas frequentes

Funcionário demitido por justa causa recebe 13º?

Não recebe o 13º proporcional do ano da demissão.

O 13º pode ser pago em parcela única?

Sim, desde que pago até 30 de novembro.

Quando pagar o 13º salário?

A 1ª parcela até 30 de novembro e a 2ª até 20 de dezembro.

Como calcular o 13º proporcional?

Divida o salário por 12 e multiplique pelos meses em que o funcionário trabalhou 15 dias ou mais.

Tem desconto na primeira parcela?

Não. Os descontos de INSS e IR são feitos na segunda parcela.

MEI paga 13º para o seu funcionário?

Sim. O empregado do MEI tem os mesmos direitos trabalhistas, incluindo o 13º.

Quanto provisionar por mês para o 13º?

Um doze avos da folha, mais FGTS e encargos sobre esse valor.

Posso pagar o 13º em parcela única?

A lei prevê duas parcelas; pagar tudo até 30 de novembro é possível, respeitando os descontos na data correta.

Fontes para conferir

Os exemplos deste guia são estimativas. Para confirmar valores e regras atuais, consulte:

Conteúdo informativo. Os valores são exemplos e estimativas feitos com os dados citados no texto; o resultado no seu negócio depende das suas taxas, custos e regime tributário. Para decisões fiscais, consulte um contador. Achou um erro? Avise a gente.

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